Um grupo de candidatos a deputados estadual e federal da coligação liderada por Sérgio Moro aponta para um desastre vexaminoso da candidatura do ex-juiz.
As razões:
1) Sérgio Moro não conta com equipe, nem com comitês. O plano de governo foi elaborado, no calar da noite, pelo marketing. Ou seja: por uma pessoa.
2) A candidatura é vazia de conteúdo e de estrutura. O senador continua dependendo da imagem da Lava-jato, já enterrada e fedendo.
3) Sem condições de competir com as demais, a candidatura de Moro logo começará a derreter. Os próprios candidatos do PL, principalmente os que são deputados e vereadores, já perceberam que estão numa roubada. E muitos começam a pular fora do barco.
4) Moro, cercado de gente oportunista, deixou de fazer o básico em política, que é a estrutura profissional que mantém uma campanha vitoriosa.
Com isso e por isso, a imagem do juiz herói, vai, aos poucos, para o brejo. Moro corre o risco de receber o apelido de pangaré, aquele cavalo de múltiplas cruzas e nenhuma raça, que larga na frente, mas rapidamente se cansa.
O senador dá mostras de exaustão logo no início da campanha. Sem liderança para multiplicar apoios, Moro pode assistir, nas próximas pesquisas, uma derrocada histórica.
De favorito a vencer no primeiro turno, ele terá que lutar com o desconhecido Luiz França, do inexpressivo Missão, para não ficar em último lugar.
Ao juntar PL e Novo, Moro uniu o que não dá liga: a vaidade com a arrogância. E na política, o preço de ambas é a derrota inglória, o esquecimento e o ostracismo.